O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deu um novo passo na investigação sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, encontrado ferido após agressões na Praia Brava, em Florianópolis. O órgão solicitou à Polícia Civil diligências complementares — e entre elas está a possibilidade de exumar o corpo do animal para esclarecer lacunas apontadas nos autos do inquérito.
A decisão foi motivada por inconsistências detectadas na análise preliminar do boletim de ocorrência e dos materiais periciais já reunidos. Promotorias da Infância e Juventude e da área criminal decidiram que é necessária uma reconstrução mais precisa de como tudo aconteceu.
A medida ainda é uma possibilidade, e não um pedido definitivo. O MPSC quer, com isso, alinhar os fatos e evitar que falhas na investigação prejudiquem a conclusão sobre autoria e circunstâncias da morte do cão — que continua reverberando entre moradores e protetores de animais.
O caso começou em janeiro, quando Orelha foi encontrado gravemente ferido após ataques na Praia Brava e morreu mesmo após atendimento veterinário. A Polícia Civil chegou a pedir internação provisória de um dos adolescentes suspeitos, medida que ainda segue sob análise legal.
Além da exumação, o MPSC pediu mais depoimentos e diligências para fechar as lacunas no processo, incluindo esclarecimentos sobre possíveis coações e ameaças no curso das investigações.