A construção do novo Ecoparque do bairro Cruzeiro, projeto emblemático do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) que visa integrar lazer, esporte, educação ambiental e convivência comunitária, já enfrenta desafios antes mesmo de sua entrega à população. Nos últimos dias, atos de vandalismo foram registrados em instalações ainda em fase de obra, segundo comunicado divulgado pelas redes da autarquia. A gestão municipal e o Samae reforçam à comunidade que o espaço ainda não está liberado para uso.
Imagens veiculadas em redes sociais e grupos de WhatsApp, como a que ilustra esta reportagem, mostram danos a portas e equipamentos ainda não finalizados, com apelos à população para preservação do patrimônio público. Autoridades lembram que o espaço é um investimento coletivo e que denúncias podem ser feitas aos órgãos de segurança pelo telefone 190.
A obra
O empreendimento, que está sendo erguido no terreno do antigo Campo do Remo, é executado pela empresa WC Engenharia e Arquitetura, vencedora da concorrência pública promovida pelo Samae no final de 2024. O contrato visa a construção do parque com um aporte de R$ 2,09 milhões, valor abaixo da estimativa inicial de cerca de R$ 3 milhões, o que representou uma economia relevante nos custos previstos para o município.
O projeto contemplará um amplo espaço com mais de 10 mil metros quadrados, onde serão distribuídos equipamentos de lazer, áreas esportivas, espaços pet, pistas de bicicleta, playground, quadra de vôlei de areia, chafariz, pórtico de entrada e vestiários, além de áreas dedicadas à educação ambiental e convivência familiar.
O parque é visto como um ativo estratégico para bem-estar e qualidade de vida, alinhado às políticas públicas de sustentabilidade e promoção de saúde, fortalecendo o olhar do município sobre espaços públicos como vetores de desenvolvimento social.