O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) voltou a ocupar o centro da arena política ao denunciar, com energia e clareza estratégica, o colapso humanitário provocado pelo regime de Nicolás Maduro. Para o parlamentar, reduzir a crise venezuelana a um mero debate sobre petróleo é narrativa diversionista e “cortina de fumaça” para encobrir uma das mais graves tragédias sociais deste século.
Com um estilo de auditor da democracia, Zé Trovão apresentou números que descrevem um cenário de repressão sistêmica: 18.305 presos políticos, 36.800 torturados, 468 mortos em manifestações e 8.000 violações de direitos humanos — indicadores que, segundo o deputado, expõem a natureza violenta do regime e justificam o alerta internacional.
Em seu relatório político, a censura também é destacada como pilar de sustentação do autoritarismo, com mais de 400 veículos de comunicação fechados e uma população majoritariamente silenciada. Enquanto 8 milhões de venezuelanos deixam o país num êxodo sem precedentes, Trovão frisa que o regime converte a miséria social em modelo de poder, movimentando bilhões de dólares em atividades ilícitas e fortalecendo redes criminosas.
Para o deputado, a questão transcende disputas geopolíticas e vai ao coração do debate democrático: não se trata de petróleo, mas de pessoas, liberdade e justiça. Na sua avaliação, permitir que ditadores operem sem uma lupa internacional é um risco institucional para toda a região. “Democracia não é bem negociável”, sintetiza o parlamentar.